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Curso Técnico em Agroecologia da ETSSA/FHA

O QUE É AGROECOLOGIA

A agroecologia é uma forma de estudo que pretende superar os danos causados a biodiversidade, buscando o desenvolvimento agrícola em harmonia com a preservação do meio ambiente.

 

 CURSO TÉCNICO EM AGROECOLOGIA

O curso Técnico em Agroecologia tem como objetivo a junção de habilidades e competências que possibilitem ao profissional ser um conciliador nos processos de evolução rural sustentável. Visando a integração entre teoria e pratica, respeitando previamente cultura das comunidades, o conhecimento dos agricultores familiares e demais povos que trabalham no campo, incentivando a utilização de maneiras diferentes de trabalho, onde serão utilizadas tecnologias para diminuição do impacto no meio ambiente.

 

ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL

Depois deste processo de aprendizado, o profissional terá conhecimento para desenvolver projetos de políticas distintas e articulações modernas para promover a agricultura ecológica, onde os impactos multifuncionais serão amenizados por esse trabalho sem esquecer da preservação do solo e da agua. Ainda nesse processo, o profissional se torna um multiplicador de conhecimentos, através de técnicas, normas e procedimentos que buscam o planejamento da produção e das atividades agrícolas com a base ecológica, na economia solidaria, gestão social, na agroindústria, com foco no desenvolvimento rural da região com sustentabilidade.  Podendo atuar com sistemas de produção agropecuária e extrativista fundada em processos ecológicos, técnicas de sistemas orgânicos de produção.

 

EMPREGABILIDADE

O profissional da área de agroecologia poderá atuar na área de administração, gerenciando as propriedades rurais, bem como associações e cooperativas que venham a trabalhar com agricultura sustentável, além do comércio, onde é possível cuidar da comercialização de produtos agrícolas, estes cultivados por pequenas propriedades rurais, ou que possam ter apelo ecológico como os orgânicos.

Entre outras particularidades, o profissional poderá atuar em processos de certificação dos produtos orgânicos, bem como orientar a transição da agricultura convencional para sistemas sustentáveis.

A média salarial no início da carreira pode variar entre 2 e 4 mil reais, ou seja, bem mais do que o piso de alguns profissionais graduados no ensino superior. É importante destacar que o candidato ao curso técnico agrícola precisa ter facilidade de adaptação no meio rural, pois é basicamente onde as coisas acontecem.

 

 

SOBRE O CURSO

O curso será realizado em regime de alternância na modalidade presencial com carga horária total de 1625 horas, dividida em 3 (três) módulos semestrais de 60 dias letivos cada módulo de tempo escola. Cada módulo terá quatro etapas. Cada etapa é composta de Tempo Escola (TE) e Tempo Comunidade (TC).  O TE será de cerca de 15 dias (podendo alterar um pouco para mais ou para menos a depender dos feriados), sendo no total 12 semanas de TE + 11 semanas de TC porque o ultimo TE não terá TC. A alternância nesse curso é compreendida como estratégia pedagógica, possibilitando jovens e adultos estudarem sem desvincular-se de sua comunidade. Assim, o TE é o período em que os conteúdos são desenvolvidos presencialmente, e o TC (20% da carga horária) é o período em que os educandos retornam para suas comunidades com tarefas específicas e orientadas. Ambos são espaços de relação permanente entre teoria e prática.

 

 

 

Estudantes do curso de Agroecologia e Agropecuária da Fundação Helena Antipoff, ETSSA, UEMG, desenvolvem sistema de criação de peixes.

Veja vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=7uBHZfUvnoU&feature=youtu.be 

                                                                

PROJETO INTERCURSOS DE PISCICULTURA

 

Coordenadores:

Profª Fabiana Lopes Ramos de Oliveira

Profº Saulo Saturnino de Sousa

 

Fevereiro

2019

 

PROJETO DE PISCICULTURA NA FUNDAÇÃOHELENA ANTIPOFF

 

INTRODUÇÃO

 

A piscicultura ao cultivo de peixes principalmente de água doce. A piscicultura é uma atividade praticada há muito tempo, existindo registros de que os chineses já há cultivavam vários séculos antes de nossa era e de que os egípcios já criavam a tilápia-do-nilo há 4000 anos.

Nesse sentido, a piscicultura assume importância cada vez maior na produção de alimentos, com uma taxa de crescimento de 10% ao ano. A produção de peixes vem sendo desenvolvida em diversos países como a China, Índia, Equador, Chile dentre outros. No Brasil e no Estado do Minas Gerais é ainda uma atividade recente, porém o Estado apresenta grandes potencialidades para a produção de peixes devido a suas condições geográficas, de clima favorável e grande potencial hídrico como: rios, lagoas, reservatórios e açudes.

A piscicultura é uma alternativa agropecuária com excelente perspectiva de desenvolvimento e retorno econômico otimizando os recursos da propriedade. As técnicas de manejo em piscicultura apoiada as inovações tecnologias, elevam a produtividade incrementando a renda do produtor rural.

            Assim a Fundação Helena Antipoff, cumprindo sua função institucional, e em parcerias com Governo Estadual, Prefeituras Municipais de Ibirité, Universidade Federal de Viçosa, empresas privadas e representantes da sociedade civil organizada, participa ativamente do crescimento do setor através da capacitação de técnicos em agropecuária e em agroecologia, capacitados para atender as demandas técnicas deste setor.

É importante destacar, que a pesca extrativa está estagnada com tendências de declínio o que influi diretamente nos custos de captura. O crescimento da população e mudanças nos hábitos alimentares aumenta o consumo de pescado que é excelente fonte de proteína animal. Nesse cenário a piscicultura desponta como a principal atividade capaz de suprir essa demanda.

            Assim, a atividade de piscicultura é realizada em praticamente todo o estado de Minas Gerais em diferentes sistemas de produção, desde os extensivos até os super-intensivos. O crescimento da piscicultura não tem sido mais expressivo devido à algumas dificuldades que os piscicultores encontram, como o licenciamento ambiental, crédito rural, a baixa profissionalização e a falta de organização dos piscicultores que também dificultam o seu crescimento.

            Nesse sentido a Escola Técnica Sandoval Soares de Azevedo, juntamente com a Fundação Helena Antipoff para melhor qualificar os futuros técnicos agropecuários e agroecológicos, dando início ao projeto de implantação de uma piscicultura de pequeno porte.

A Fundação Helena Antipoff está localizada a no município de Ibirité – MG (Figura 1). Situado na região metropolitana de Belo Horizonte, o município tem uma área de 72.573 km² e clima tropical úmido (classificação climática de Köppen-Geiger), com temperatura média 21°C e oscilando em média mínima 11,2 °C e média máxima 28,6°C.

Figura 1 – Município de Ibirité-MG

 

            A insituição é vinculada à Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. E nela está inserida a Escola Técnica Sandoval Soares de Azevedo (onde são ofertados os cursos técnicos de Agroecologia e Agropecuária).

 

OBJETIVOS

O presente projeto visa ampliar os conhecimentos teóricos e práticos dos alunos dos cursos de Agroecologia e Agropecuária. A instalação e manejo propiciará aplicação de conceito teórico em prática, aumentando o aprendizado do aluno. Os peixes além de serviram para cunho didático serão ofertados na alimentação de todo complexo estudantil institucional (dependendo do volume de oferta).

 

 

MÉTODOS

 

Área

 

            A área destinada ao projeto de piscicultura é uma área de 60 m² adjacente a Escola Técnica e ao lado da Escola Estadual Sandoval Soares de Azevedo (Figura 2). Inicialmente é uma área dentro do horto da FHA, área esta que conta com uma estrutura de proteção natural de árvores e cercada. Conta também com uma caixa d’água tipo taça, com capacidade de 40.000 L, advindos de um poço artesiano.

    

Figura 2 – Vista aérea da área de implantação da piscicultura

 

 

Implementação do projeto

            A área possui 150 m² com um declive de 10%. Será necessária a implementação de uma cerca com 5 fios, espaçadas de 2 m para proteção dos viveiros.

            Serão dois tipos de sistemas de criação: Caixas d’água e um viveiro escavado.

 

Viveiro escavado

 

            O tanque escavado terá 4,5 m de largura por 10,5 de comprimento e 1,5 metros de profundidade.

            Inicialmente será feita uma remoção da vegetação existente no local e após essa limpeza será utilizado uma retroescavadeira para abertura do tanque. Será necessário no mínimo 6 horas de trabalho da retroescavadeira e um caminhão para retirada do solo para local ao lado. O tanque deverá ter arestas com inclinação (aproximados 45%) para melhor acomodação da lona.

            Após a abertura do tanque, será necessária a compactação do fundo do tanque para receber a lona.

            Após a compactação aplica-se a lona com um degrau na calçada para que a lona seja presa com o solo lateral, firmando assim a lona na lateral do tanque.

            A entrada de água será feita a partir de uma tubulação vinda da caixa d’água, com um cano para entrada de água, facilitando assim a oxigenação do tanque.

 

Lista de materiais

  1. Bomba d’água – 01
  2. Aerador – 01
  3. Caixa de alvenaria para filtro mecânico - 01
  4. 5 caixas de fibra: 1.000 L.
  5. Cola PVC – 3 unidades
  6. Silicone – 5 unidades
  7. Canos – PVC – ½” : 40 m

- ¾”: 20 m

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  1. Luvas – 10 unidades
  2. Joelhos – 10 unidades
  3.  Redutor de ¾” para 1/2'” – 3 unidades
  4. Baldes: - 2 – 20 L
    1. - 2 10 L
  5. Caixas de isopor – 01 unidade
  6. Kit análise de água: pH, nitrito, amônia e oxigênio – 1 unidade (inicialmente)
  7. Termômetro – 01 unidade
  8. Fita asfáltica – 02 unidade

 

 

 

Plano Curso SEE - Téc. Agroecologia 13-11-18

PDF. 1.48 MB